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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Brincando também se aprende!!!

                                   

Como sabemos desde os primórdios temos a notícia que o homem brinca, podemos verificar as impressões arqueológicas e pinturas onde nos apontam na Antiguidade a existência dos jogos e a construção de brinquedos.
Dê acordo com Piaget, onde todos nós passamos por quatro grades etapas, vejamos cada uma delas de acordo com as reflexões de Pasqualotti, para podemos entender melhor porque o brincar é tão importante para o desenvolvimento da criança.
Desenvolvimento intelectual da criança: um processo temporal "[...] existe uma inteligência antes da linguagem, mas não existe pensamento [...] A inteligência é a solução de um problema novo para o indivíduo [...], enquanto pensamento é a inteligência interiorizada e se apoiando não mais sobre a ação direta, mas sobre um simbolismo, sobre a evocação simbólica pela linguagem, pelas imagens mentais". (Piaget, 1972, p. 15-16)
O período sensório-motor leva tanto tempo para se desenvolver, isto é, a aquisição da linguagem é tão tardia, pois necessita de um sistema de ações interiorizadas, isto é, um sistema de operações, que é executado não mais materialmente, mas interior e simbolicamente. Para que isso ocorra é necessário que exista um sistema de ações afetivas e materiais, para em seguida ser capaz de construí-las em pensamento. De acordo com Piaget, 
É por isso que existe um período sensório-motor tão longo antes da linguagem; é por isso que a linguagem é tão tardia, com relação ao desenvolvimento. É necessário um amplo exercício da ação pura para construir as subestruturas do pensamento ulterior (Piaget, 1972, p. 17).

Das noções elaboradas pela ação material no nível sensório-motor e que o pensamento se servirá ulteriormente, pode-se destacar: a noção do objeto, do espaço, do tempo e de causalidade. Segundo Piaget, é o período da infância em que as aquisições são mais numerosas e rápidas. Em outras palavras, o desenvolvimento é singularmente acelerado durante o primeiro ano de vida da criança.
O segundo período, chamado pré-operatório - que vai até aproximadamente os sete anos - aparece na criança à capacidade de representar alguma coisa por meio de outra, a qual foi chamada por Piaget de "função simbólica". Nesse nível aparece um conjunto de símbolos que torna possível o pensamento, o qual segundo Piaget é um sistema de ações interiorizadas, que por sua vez não é apenas uma tradução, mas uma nova estruturação e que leva um tempo considerável para se desenvolver. De acordo com Piaget,

O desenvolvimento não é linear: é necessária uma reconstrução [...] o que foi adquirido no nível sensório-motor não pode ser continuado se mais, mas deve ser re-elaborado no nível da representação, antes de atingir essas operações e conservações (Piaget, 1972, p. 23).

No terceiro nível, chamado operatório concreto - que inicia aos sete anos em média e que vai até os doze anos - ocorre uma modificação fundamental no desenvolvimento, pois, segundo Piaget, a criança se torna capaz de coordenar ações no sentido da reversibilidade, isto é, capaz de agir com certa lógica. Nesse período a lógica não se aplica sobre enunciados verbais, mas sobre os objetos; pela primeira vez a criança é capaz de operar.
No quarto período, chamado operatório concreto, a criança se torna capaz de raciocinar e de deduzir sobre hipóteses e preposições, e não somente sobre objetos manipuláveis - Piaget chamou de lógica das proposições.
Com relação aos estudos sobre a possibilidade de acelerar ou frear o desenvolvimento intelectual da criança Piaget constatou que este é, antes de qualquer outra coisa, uma questão de equilíbrio e é possível acelerá-lo. Entretanto, corre-se o risco de romper o equilíbrio se o desenvolvimento for acelerado além de certos limites. Segundo Piaget,

O ideal da educação, não é aprender ao máximo, [...], mas é antes de tudo aprender a aprender; é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola (Piaget, 1972, p. 32).

Ao observarmos os quatro estágios podemos verificar que estamos sempre aprendendo novos conceitos assimilando e acomodando para que possamos compreender a realidade do mundo.


                                     

Sendo assim, quando respeitamos os estágios das crianças e incluímos as brincadeiras na nossa didática poderemos criar habilidades essenciais, que possibilite e a capacite de lidar com sentimentos, desafios, regras e limites, sendo assim ira dando-lhes base para que possam administrar situações cotidianas com eficácia e sabedoria, atingindo assim a idade adulta.   
É brincando que podemos realizar diversos exercícios prazerosos da nossa vida, onde  iremos proporcionar a criança que adquira, a  autoconfiança,autonomia, para que possa aprender a lidar com regras, limites e o respeito mútuo.
Ao brincarmos com as crianças estamos auxiliando a compreender a lidar com seus sentimentos em busca dos seus desejos conseguindo vencer com paciência e confiança a frustrações que muitas vezes possa existir.
Sendo a brincadeira primordial no processo pedagógico, proporcionando habilidades, desenvolvendo a criatividade e a auto-estima da criança.
É preciso que haja tempo e espaço suficiente para a criança brincar, para que solte sua imaginação invente sem medo de ser punida e assim ela irá aprender a lidar com conflitos e irá desenvolver cada dia mais sua mente. Conforme Campos, ”... experimentar está ligado à permissão do erro. O permitir-se errar, trocando o medo pelo conhecimento que se adquire ao ousar-se fazer alguma coisa pouco a pouco traz a segurança que é fundamental para a aprendizagem” (2000, p. 78).
Sendo a brincadeira um fenômeno cultural com múltiplas manifestações e significados, nesse ambiente a criança dá se o direito de errar. Onde permite o brincar livre, sem medo de ser punida transformando o brincar em um exercício de preparação para a sua vida. Quando a criança está brincando e acontece de errar encara como se nada tivesse acontecido, sendo assim poderá repetir a simulação quantas vezes achar necessária e assim irá superar os obstáculos e conquistar a vitória consolidando com sua autoconfiança.
Como nos ressalta Pain, “A resposta do meio do sujeito que não aprende é uma imagem excessivamente desvalorizada de si mesmo” (1985, p. 77).
Não devemos permitir que a criança adquira essa imagem desvalorizada de si mesmo, sendo os conteúdos escolares onde irá exigir abstração para aprender se não construir o suporte abstrativo que o auxilie, nesses conteúdos não terão compreensão e nem significados para o mesmo.
Portanto faz-se necessário que família, professor e seus cuidadores desempenhem a tarefa de estimular a criança através de diversas brincadeiras embutido assim os conteúdos escolares e fazendo uso de regras, limites, e sobre tudo, não exigir dos mesmos desempenhos que não coincidem com o estágio em que se encontra.
Gradativamente iremos verificar em seu convívio social que se encontra mais solidária responsável, criativa, autônoma e cooperativa com seus companheiros.
Quando se considera o brincar como ato de aprender em construção e respeita o estágio no qual a criança encontra-se esse por sua vez irá desenvolver cada vez mais o seu raciocínio. Assim o brincar possibilita as crianças maiores estimulo, além de permitir habilidades operatórias que envolvem a identificação, observação, comparação, etc. onde irá interagir e integrar-se melhor com a realidade.  


                                            

Fazem-se necessário oferecer oportunidades as crianças sempre as encorajando e conduzindo a obter liderança e controlar seus desejos, através das brincadeiras o professor irá mostrar lhes a necessidade de união, preparando para o convívio da sociedade.
Não tem sentido pensar em progresso escolar se o brincar estiver desvinculado da realidade das crianças qual essa faz parte.
Seguirá em anexo alguns exemplos de brincadeiras onde envolve: expressão corporal, oralidade, raciocínio lógico, etc... Lembrando que as brincadeiras devem ser bem planejadas para que não perca o principal objetivo que é onde brincando também se aprende.
Aprender e ensinar através do brincar são termos de consciência onde não estamos apenas formando profissionais para o mercado de trabalho, mas também estamos preocupados em formar cidadãos: inteligentes, criativos e consciente de seus atos. 





                                 



                           " Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho."  ( Paulo Freire )


                          


" O melhor educador é o que conseguiu educar a si mesmo. "
                                                                                ( Provérbio Oriental )



"A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Agradeço a meu Deus toda vez que me lembro de vocês.
Em todas as minhas orações em favor de vocês, sempre oro com alegria "
                                                                          ( Filipenses 1:1-3 )






Bom Pessoal  vou ficando por aqui,  aproveito para lhes agradecer  pelas visitas  e pelos comentários, estou muito feliz e peço a todos que continuem deixando seu recado, seja para elogiar ou para fazer uma crítica construtiva, pois, somente assim, poderei verificar as minhas falhas e procurar  melhorar o nosso cantinho cada dia mais, para que  possamos realizar diversas pesquisas! 
Fiquem na Paz!!!
Bons Estudos!!!
Beijos,...

Maria do Carmo.




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